quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os professores de Upanema devem voltar a trabalhar?

A cada assembleia do SINTE-RN vem a mesma interrogação: e os professores de Upanema?

Ora, os professores de Upanema fazem parte da mesma categoria em greve em todo o Estado! Ou não? Se a resposta for positiva, logo só voltaremos às nossas atividades normais com uma decisão estadual nesse sentido. Nada mais lógico.

Mas alguém pode estar questionando os motivos motivos pelos quais a categoria não aceitou a nova poposta do Governo. Esse tipo de questionamento é próprio de quem não sabe quais as reias reivindicações da categoria.

O Governo promete começar a pagar o piso de R$ 890,00 para pouco mais de 2000 professores, já no mês de junho. Para começar, isso não é piso, porque piso é algo para todo mundo pisar, nunca se imagina um piso para alguns e a maioria ficar flutuando (entendam minha linguagem metafórica).

O Governo ainda diz que vai começar a pagar o piso para os outros professores "ricos" a partir de setembro, com a conclusão em dezembro. Ora, o piso tem validade a partir de abril. E ainda dizem que vão começar a pagar o piso de imediato! Será que quando chegar janeiro, vão querer pagar o novo piso de 2012? Imagine!

O Governo prometeu pagar os 30% dos Plano dos Servidores para aqueles que ainda não estão recebendo o referido valor. Mas em nenhum momento fala dos outros 70%. Ao contrário disso, disse que vai revogar o plano.

Olhando com a câmera instada no nosso bolso, fica difícil voltar de uma greve com tal proposta!

Mas eu sei que as pessoas que estão preocupadas com o cumprimento dos 200 dias letivos ficam a pensar em como repor todo esse tempo parado. Eu sei que não vai ser fácil o fechamento do calendário letivo depois de uma greve tão agigantada, mas temos que escolher entre lutar por nossos direitos ou deixarmos que o bicho coma o que nosso.

Ainda sobre o cumprimento do calendário letivo, eu já adianto que, no retorno das aulas, vou convocar o Grêmio Estudantil do Calazans e os pais de alunos para que participem da reunião que irá tratar do seu ajuste. Esses segmentos precisam tomar parte para que vejam quais as estratégias utilizadas e se vai haver alguma munganga. Eu sei que interesses ocultos podem influenciar na reposição dessas aulas, como já aconteceu em outras épocas.

Eu já estou consciente que não terei recesso escolar (no meio do ano), sei, também, que minhas férias de janeiro já desceram pelo ralo. Isso vai ser um sacrifício, mas vou fazê-lo para honrar com meu compromisso com o aluno. Meu aluno não deve ser privado de minhas aulas, doa em quem doer.

Por falar em reposição dos dias parados, deixo bem claro que a única categoria que paga os dias parados em uma greve é a nossa. Se existe outra, não tenho esse conhecimento. O professor tem que trabalhar seus 200 dias letivos, quando isso vai terminar, não interessa!

Um comentário:

Silva Júnior disse...

Se os professores usarem de bom senso a greve continua.