Os professores, quando reunidos nos intervalos de aulas, discutem a educação. Alguém pensa que professor só fala de problemas do sistema educacional brasileiro. Mas é bom saber que os professores, também, apontam soluções para os antigos problemas.
Quando se fala de qualidade da educação, todos os professores são unânimes na necessidade de se implantar a dedicação exclusiva para o professor. Dedicação exclusiva significa pagar ao professor um salário que lhe dê as condições de se dedicar somente a um vínculo, com um horário para a prática de sala de aula e outro de expediente, na escola, para as atividades de planejamento, pesquisa, elaboração e correção de provas e atendimento aos alunos que tenham dificuldades na disciplina que leciona.
Isso não é nenhuma novidade. Os Institutos Federais e universidades já adotam esse sistema com bons resultados.
Por que não se faz isso com a educação básica das redes municipais e estaduais de ensino? A resposta é simples: não querem que a coisa seja séria e funcione. Dinheiro não é problema, pois ele existe em abundância para se construir praças, monumentos, contratar bandas difusoras da pornografia, financiar passeatas dos movimentos sociais, dentre muitas outras "obras" de igual importância.
Como não querem fazer a coisa certa, se põem a vociferar que o fracasso da educação é culpa do professor. Contratam palestrante para vir até as escolas para dizer que o professor não deve pensar em salários, que deve se esforçar mais, que deixem de viver, para se dedicar somente à escola, etc.
Quando falamos isso, algumas figuras indecorosas se levantam e perguntam por que o professor sabe disso e ainda procura ter dois vínculos. Ora, se o professor de nível superior começa a trabalhar com um medíocre salário inferior a dois salários mínimos, como esperar que esse profissional não queira outro emprego para ganhar mais um pouco? Só pessoas indecentes podem ter um pensamento tão nocivo. Mas o pior é que essas pessoas estão gerenciando as ações educativas desde os tempos dos Jesuítas e prometem perpetuarem-se nos cargos até o fim do mundo.
PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS PARA O ANO NOVO
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Novos vínculos geram novos hábitos.
Desfazer-se do que não convém.
Não desfazer-se de qualquer coisa antes de acurado exame se aquilo terá
algum valor no ...
Há 2 horas


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