terça-feira, 30 de junho de 2009
Mais ponto facultativo
Esse já é o segundo dia facultativo na mesma semana. Na segunda-feira, foi decreto do Governo do Estado. Resta saber se os alunos serão ressarcidos posteriormente dos prejuízos. As escolas trabalham com um calendário de 200 dias letivos.
Prefeita decreta luto devido morte de estudante
Segundo informações extra-oficiais, Maria Edivanir veio a óbito em Natal devido a complicações decorrentes de problemas no coração.
Fonte: Upanema News
Nota do Blog
Edivanir foi minha aluna, na Escola Luzia Josefa da Conceição, no Sítio Conceição.
Meus votos de pesar aos seus familiares.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Congresso II
O evento foi promovido pelo SINDSERPU e Secretaria de Educação do Município.
A palestrante foi a Dra. Arilene Medeiros da UERN.
Foi marcante a presença da comunidade escolar de nosso municío.
Podemos destacar também a parceria existente entre o Sindicato dos Servidores Municipais e o Poder Público Municipal.
a professora Arlene elogiou nosso município pela maneira democrática como escolhe a Equipe de Direção das escolas municipais. Segundo ela, nosso modelo de gestão democrática está sendo um exemplo para o Rio Grande do Norte, uma vez que pouquíssimos municípios do Estado conseguiu se libertar do velho modelo de indicação política para a escolha dos dirigentes escolares.
Os trabalhos das plenárias foram coordenados pelo assessor sindical Aldeirton Pereira.
No final dos trabalhos, foi votado o Regimento das Eleições para escolha das Equipes de Direção das escolas municipais que possuam mais de 100 alunos matriculados.
Congresso
Poderão participar todos os segmentos da comunidade escolar.
O evento é uma promoção do SINDSERPU e da Secretaria de Educação do município.
Local: Casa de Show Portal do Sol, com início programada para 8h.
domingo, 28 de junho de 2009
Amor de Perdição
Sobre a obra
Amor de Perdição é o título de uma novela portuguesa de Camilo Castelo Branco, escrito em 1862. É o mais famoso romance do autor, um dos expoentes do romantismo em Portugal, que se assume como uma espécie de "Romeu e Julieta" português.
Professor: hora de recarregar a bateria
A educação escolar no Brasil ficou muito tempo em torno do seu próprio umbigo, sem se dar conta do quanto ela estava se tornando obsoleta em relação ao mercado de trabalho e ao mundo.
Dizem que é errando que se aprende. Mas a educação errou tanto e por tanto tempo e não aprendeu. Isso porque simplesmente manteve o erro em vez de corrigi-lo. A passividade do continuísmo do insatisfatório levou o Brasil ao que estamos reduzidos hoje: somos um dos últimos classificados do mundo no ranking da educação escolar, apesar de o nosso PIB estar entre as dez maiores do mundo.
Numa simples leitura, o Brasil está mais rico do que educado. Mas existe a grande massa da população que é pobre e sem a educação formal que a capacite ao trabalho mais elaborado que o braçal. Essa massa tem cinco filhos por família, gerando mais pobreza e mais exclusão, enquanto os que ganham mais de cinco salários mínimos têm um ou dois filhos por família, ou seja, acabam concentrando a riqueza.
Ultimamente os professores têm sido responsabilizados pelos pais para educarem os seus filhos, numa sobrecarga que não lhes compete. Cobra-se também uma educação perfeita, sem o mínimo de material necessário de formação atualizada, de valorização pessoal, de salário compatível com a sua importância na construção de uma sociedade saudável. Há muitas verdadeiras madres Terezas da educação nos grotões e bolsões de pobreza. Até lápis elas quebram ao meio para que mais alunos possam ao menos aprender a escrever...
Ninguém quer ser professor, muitos querem ser políticos. Até mesmo os "caçados" não abandonam a política, enquanto professores competentes abandonam suas carreiras para poderem sobreviver financeiramente.
Férias escolares
A noite de melatonina é necessária para combater o estressante dia do cortisol. As férias são necessárias para as jornadas de trabalho. E as de julho já batem nas portas dos professores. O meu maior desejo é que cada professor tivesse as férias dos seus sonhos, junto às pessoas queridas, com tudo pago, desde os preparativos até o álbum de recordações. Que descansassem as mentes com atividades lúdicas, culturais, baladas, festas, passeios, restaurantes, shows, e tudo mais que tivessem vontade na hora... Não custa sonhar, nem desejar o bem às pessoas que merecem.
Entretanto, as férias podem também ser usadas para complementação das atividades que não têm espaço no cotidiano letivo. Todos precisam nutrir seus corpos e mentes com exercícios fisiológicos e psicológicos, como andar, dormir, alimentação saudável, passear por parques, visitar museus, ir a cinemas e a teatros - tudo isso envolvendo principalmente os filhos no que for possível.
Praticar a filosofia de vida da ALTA PERFORMANCE: em tudo, fazer e pensar o melhor possível. Para a ação, usar os conhecimentos atualizados e, para o pensar, o seletor de pensamentos. Ninguém controla a fonte de pensamentos, mas é possível e desejável alimentar os melhores e deletar os que podem prejudicar outras pessoas e o nosso planeta. Todos querem fazer o melhor, mas nem todos o fazem por não estarem atualizados.
Como diz Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação, educacionista é a pessoa que acredita na educação como um dos pilares da recuperação do Brasil. Todos os professores poderiam nestas férias despertar o educacionismo profundamente adormecido dentro de si, ou até mesmo recuperá-lo do coma que entrou por tanto descaso que sofreu.
As férias são das aulas, mas a mente e o corpo não devem parar de aprender e de se movimentar nunca.
Içami Tiba
Psiquiatra, educador e conferencista. Escreveu “Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos" e mais 22 livros.
Fonte: http://educacao.uol.com.br
NOTA:
Não estamos de recesso em Upanema. Estou publicando o texto por seu conteúdo ser de uma reflexão muito importante para todos os educadores.
sábado, 27 de junho de 2009
Feriado branco
As repartições públicas não vão funcionar, ou seja, quase niguém vai trabalhar e fica tudo por isso mesmo. As escolas que precisam de seguir um calendário de 200 dias, fica em 199 e pronto e por aí vai.
Imaginemos se isso fosse em prol dos protestantes. Bom, nesse caso, traria prejuízos etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc. Vou parar mas ainda tem etc.
Não estou defendo feriado para protestantes, até porque eu sou contra. Mas tem muita gente que só é contra feriado para protestante. Conhece alguém assim?
Tem até quem diga que a criação de feriado do Dia do Evangélico abre um precedente para outras religiões buscarem o mesmo direito! Pense numa falta de conhecimento! Precedente é aquilo que abre um caminho. Eu imagino que esse negócio de feriado para evangélico seja um "póscedente", uma vez que quem abriu o precedente foi a enxurrada de feriados católicos que existe por aí. Entendeu?
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A Divina Comédia
Sobre a obra
A "Divina Comédia" conta uma viagem que vai do Inferno, passando pelo Purgatório, até chegar ao Paraíso.
"O Inferno" é a primeira parte da obra. Criado da queda de Lúcifer do Céu, o Inferno é formado por 9 Círculos, 3 Vales, 10 Fossos e 4 Esferas. Ele torna-se mais profundo a cada círculo. Assim, os pecados menos graves estão logo no ínicio, e os mais graves no final.
Inimigos do povo X Inimigos de Deus
E a Esquerda? Essa historicamente tem se mostrado mais interessada em promover uma melhoria nas condições de vida da população brasileira. Basta olharmos o atual Governo brasileiro. O problema da Esquerda é a sua declarada oposição a muitos dos princípios cristãos. Posso citar a questão do aborto, da homossexualidade dentre muitos outros temas.
Os governos comunistas, sem exceção de nenhum, são inimigos do cristianismo. A China ainda continua perseguindo os cristãos. A Rússia perseguiu e matou cristãos aos borbotões. Cuba ainda continua a dificultar a ação dos cristãos em seu território. A Coréia do Norte é o pior perseguidor do cristianismo nos dias atuais.
Mas no Brasil? Nosso país sempre teve uma história de liberdade religiosa, pelo menos na lei. Mas agora, no governo da Esquerda, a coisa está querendo desandar. O Congresso Nacional está abarrotado de projetos de lei (com o apoio declarado do Executivo), visando dificultar a vida dos cristãos. Eles querem chegar ao ponto de delimitar quais textos bíblicos poderão ser lidos nas igrejas. Se um texto for contrário às práticas de feitiçaria, não poderá ser lido ou comentado, sob o risco de o pastor/padre ser preso por discriminação às religiões de origem africanas. A mesma coisa valerá para os textos bíblicos que combatem a homossexualidade. Será que vão propor uma PEB (Projeto de Emenda Bíblica)?
Todas essas leis visam jogar no lixo um princípio constitucional que preconiza a liberdade de culto e de expressão. Se isso passar a vigorar no país, a grande maioria da propulação ficará privada desses dois direitos indispensáveis a qualquer país democrático.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Valorização é caminho para atrair jovens à carreira
Vários educadores ingressam na carreira ainda jovens e, ao longo dos anos, sem ver perspectivas de um futuro melhor ou por doenças inerentes à profissão desistem de dar aulas e vão procurar outras carreiras que ofereçam melhores salários e condições de trabalho. Em 2008, após anos de luta, o Piso Salarial Nacional foi sancionado para entrar em vigor a partir de janeiro deste ano. Infelizmente, diante da intransigência de cinco governadores, ainda hoje muitos estados e municípios não cumprem a lei e o piso não é pago corretamente. Confiamos em uma decisão da Justiça para que distorções sejam corrigidas.
O Plano Nacional de Formação do Professores da Educação Básica, lançado em maio pelo governo, também deve abrir caminho para a valorização da carreira. Esperamos que esses incentivos possam atrair mais pessoas ao magistério. Afinal, ainda existem muitos jovens que acreditam como nós, que a educação é o melhor caminho para o desenvolvimento do país.
Fonte: Site da CNTE
terça-feira, 23 de junho de 2009
Educação: duas visões
Fernando Haddad (*)
A adesão dos 27 governadores e 5.563 prefeitos ao Plano de
Desenvolvimento da Educação (PDE), do governo federal, pode passar a
falsa impressão de que há consenso acerca do que precisa ser feito pela
educação brasileira.
De fato, o Ministério da Educação, de comum acordo com os gestores locais,
definiu 28 diretrizes, como avaliação por escola, escolha criteriosa de
diretores, obrigatoriedade de aulas de recuperação para alunos defasados,
regulamentação do estágio probatório, valorização do mérito e da carreira
de professor, promoção da educação infantil etc.
Além disso, fixou para o país, para cada rede e cada escola metas de
qualidade, valendo-se do IDEB, indicador de qualidade que combina o
resultado dos exames nacionais de proficiência em matemática e leitura e as
taxas de aprovação.
Havia grande resistência na divulgação dos resultados por escola, mas
mesmo os governos estadual e municipais que não aderiram à Prova Brasil
em 2005 foram vencidos pela evidência de que esse é um direito das
famílias que contribui para a melhoria da qualidade e da gestão da
educação.
Contudo, se há acordo em relação a diretrizes e metas, o mesmo não pode
ser dito em relação a estratégias. O Brasil, dessa forma, se transformou
num enorme laboratório em que várias concepções de educação vão sendo
testadas e experiências trocadas, tendo como pano de fundo o direito
fundamental do aluno de aprender.
É possível, dois anos depois do lançamento do PDE, agrupar essas
estratégias em torno de dois eixos: um mais progressista e um mais
conservador.
Mais ou menos financiamento? Os especialistas se dividem. Alguns
defendem que o patamar herdado de investimento público em educação
como proporção do PIB, de 4%, é suficiente e o problema reside na gestão
desses recursos. Outros defendem a ampliação dos investimentos para, no
mínimo, 6% com melhor gestão. O governo federal pretende atingir, em
2010, a meta de 5% em trajetória ascendente. Os conservadores, na
reforma tributária, trabalham nos bastidores pela desvinculação de receitas
dos estados para a educação, a chamada DRE, os progressistas comemoram
a iminência do fim da DRU, dispositivo constitucional que, desde 1995, retira
mais de 20% do orçamento do Ministério da Educação.
Avaliação para quê? Premiar e punir, sugerem alguns. Aqui há que se
considerar certos aspectos. Se não acompanhado de um aumento do
financiamento, mais recursos para escolas que cumprem metas de qualidade
pode significar menos recursos para aquelas que não cumprem. Isso pode
implicar punir uma segunda vez os alunos de escolas que não avançam.
Outra possibilidade é aquela que, ao ampliar o financiamento, promove as
transferências adicionais de recursos combinando a lógica do mérito a da
colaboração: repasses automáticos para escolas que cumprem metas,
ampliando sua autonomia, e repasses condicionados à elaboração, com
apoio técnico, de um plano de desenvolvimento pedagógico e formação de
professores para escolas cujos indicadores de qualidade situem-nas abaixo
da média. O MEC, desde 2007, de forma pioneira, repassa diretamente
recursos adicionais para as escolas públicas do país utilizando esse critério.
Por fim, o mais importante: a questão dos professores. Uma ala faz recair
sobre os ombros do magistério toda responsabilidade pela baixa qualidade
do ensino. As instituições de ensino superior que os formam e os gestores
que os contratam quase nunca são lembrados, embora baixos salários,
contratos temporários e formação inicial e continuada precária sejam a regra
em nosso país. Reforça-se, assim, aquilo que Theodor Adorno chamou de
“tabus acerca do magistério” num ensaio mais do que atual. Noutro pólo
estão os que entendem que “os melhores professores do Brasil são os
professores do Brasil” e que a guerra contra a má qualidade do ensino se
ganha com eles e não contra eles. Defendem o piso nacional do magistério,
constroem a carreira com a categoria e procuram co-responsabilizar a classe
política e as instituições formadoras pelos destinos da educação. Nessa
direção, o Ministério da Educação, a partir de 2005, divulga o IDEB de cada
rede de ensino às vésperas de cada eleição e, por meio do Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), fecha cursos de licenciatura de
baixa qualidade.
Como se vê, o Brasil deu importantes passos, mas há muito debate pela
frente.
Fernando Haddad, 46, advogado, mestre em economia, doutor em filosofia e professor de
teoria política da USP, é ministro da Educação.
O erro que tranformou-se em acerto
Os tempos passaram, a Upanema de hoje tem muita água e de boa qualidade. Agora ninguém precisa mais perder a noite toda, esperando um pouco de água. Mas a mesma CAERN vai instalar uma bomba na rede d'água e levar água para um conjunto construído na parte oeste da cidade, uma área bem mais alta do que o nível da única caixa d'água da cidade.
Eu imagino que o quadro vai inverter. Agora, é a companhia quem estará cometendo o erro. Muito provavelmente, quando se ligar a tal bomba, as outras áreas da cidade, ficarão sem água. Isso é lógico, uma vez que é a mesma água disputada por uma parte da cidade, por meio da gravidade e outra parte da cidade, munida com uma poderosa bomba de sucção. Se isso se confirmar, vai se instalar na cidade uma disputa entre os moradores da parte baixa contra os moradores da parte alta da cidade.
O que deveria estar acontecendo era uma cobrança dura da população e classe política para que a CAERN construisse uma outra caixa d'água naquela zona. Infelizmente não estou vendo isso. Os políticos daqui não têm tempo para isso. Ou então, eles não sabem que isso é dever deles. Isso é muito lamentável!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Blog do 3º ANO Matutino
Lá os alunos e os professores da turma poderão postar seus comentários, produções escolares, poesias etc.
Os participantes atuarão como autores. cada autor será responsável pelo que escrever.
O blog não aceitará comentários anônimos!
Leitura bíblica
| 12 | E o Senhor apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício. |
| 13 | Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; |
| 14 | E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. |
| 15 | Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar. |
| 16 | Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias. |
| 17 | E, quanto a ti, se andares diante de mim, como andou Davi teu pai, e fizeres conforme a tudo o que te ordenei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos, |
| 18 | Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel. |
| 19 | Porém se vós vos desviardes, e deixardes os meus estatutos, e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes a eles, |
| 20 | Então os arrancarei da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos os povos. |
| 21 | E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará e dirá: Por que fez o Senhor assim com esta terra e com esta casa? |
| 22 | E dirão: Porque deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se deram a outros deuses, e se prostraram a eles, e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal. |
domingo, 21 de junho de 2009
Game da Reforma Ortográfica
Experimente!
sábado, 20 de junho de 2009
Minha infância, livro produzido a partir da Olimpíada de Língua Portuguesa 2008
Luciane Maria Gonçalves Rossi
Livro: Minha infância
Escola Estadual Dona Bilu Figueiredo – Sabará/MG
Disciplina: Português - Abril/ 2009
Prof.ª Luciane Maria Gonçalves Rossi – Turmas: 701, 702, 703 e 706
Alunos envolvidos: 140
Relato de Experiência
Trabalhar com o gênero Memórias é uma experiência indescritível. No ano de 2008 trabalhei com esse gênero nas Olimpíadas de Português e me apaixonei. O professor cria um laço afetivo muito grande com o aluno. Neste "curtinho" mês de abril em que estava cobrindo as férias-prêmio da professora Lídia, pude conhecer novos alunos, seus anseios, suas lembranças, seus temperamentos, suas alegrias, suas dificuldades. Conversamos como velhos amigos, falei também da minha infância, dos meus avós - hoje ausentes, mas antes muito presentes - das minhas alegrias, dos momentos tristes. Resgatamos memórias pessoais dos alunos e fizemos entrevistas na comunidade.
Os alunos tiveram facilidade em produzir seus textos (uns, um pouco mais, outros, um pouco menos), pois estavam contando sobre suas vidas, sobre suas lembranças, numa produção textual contextualizada e prazerosa. Além disso, buscando as informações nas entrevistas e em seguida transformando-as em texto de memórias, desenvolveu-se nos alunos a percepção das diferentes características desses gêneros textuais, trabalhou-se o foco narrativo, a ortografia, a pontuação, a auto-estima.
Como sugerido no fascículo, fizemos uma exposição com os textos produzidos em forma de livros. Foi um sucesso! Muitos funcionários participaram enriquecendo nosso trabalho. Os coordenadores Antônio Carlos e Viviane, a diretora Eliza, a bibliotecária Carminha, todos os professores, sempre apoiando e ajudando, tiveram participação decisiva para o sucesso de todas as atividades. Os livrinhos ficaram lindos, encantadores, emocionantes...
E não há maior recompensa para nós educadores que ver os alunos com “aqueles” olhinhos admirados e radiantes de alegria, repletos de satisfação e orgulho, mostrando a todos o fruto do seu trabalho, seu livrinho Minha Infância.
Material produzido:
Livro Minha Infância
Dando continuidade às atividades relacionadas ao Grupo de Desenvolvimento Profissional (GPD), do turno da tarde, cujo tema é memória e cujo produto final será a edição de um livro, produziu-se, no mês de abril deste ano, o livrinho Minha Infância, uma “prévia” para a realização do objetivo do grupo.
Objetivos:
ü Contribuir com as ações propostas pelo GDP
ü Trabalhar a identidade do aluno, valorizando-a como imprescindível para a formação de sujeitos de sua própria história
ü Melhorar a sua auto-estima a partir do autoconhecimento
ü Promover a interação com as famílias e contribuir para o fortalecimento do vínculo afetivo (entrevistas, conversa informal com pais, irmãos, avós etc.)
ü Elevar o nível de letramento do discente e o desenvolvimento de suas habilidades lingüísticas durante a produção de textos orais e escritos, de maneira contextualizada e prazerosa
ü Desenvolver a criatividade do aluno
Procedimentos didáticos:
1. Motivação:
Iniciar a aula com a música: Velha Infância (Arnaldo Antunes)
Levar os alunos a refletirem sobre a música. Ex: O que sentiram? De que fala a música? Quem gostaria de falar sobre a infância?
O professor fala um pouco sobre sua infância e mostra algumas fotos, relembrando o seu passado.
2. Leitura e interpretação do poema de Carlos Drummond de Andrade: “Infância”
O professor deverá fazer uma paródia sobre sua infância com o poema de Drummond e ler para os alunos. Em seguida explicar o que é paródia, dar outros exemplos do gênero, perguntar se eles conhecem outras paródias. Pedir aos alunos que façam uma paródia sobre sua infância.
3. Relembrar o passado para escrever memórias
Mostrar ao aluno a importância de relembrar/reviver o passado, recordar momentos marcantes e pessoas inesquecíveis em nossa vida.
4. Lançar a ideia de se escrever um livro sobre sua infância.
5. Desenvolver procedimentos de resgate de memórias
a)Assim que os alunos se envolverem com a ideia, fazer algumas perguntas sobre a infância. Muitos não saberão responder a todas; sugerir a entrevista com os pais.
b) Entrevista com os pais, avós ou uma pessoa que conviveu com o aluno na infância. Colocar algumas perguntas no quadro e pedir sugestões de perguntas para os alunos: origem de meu nome, quem escolheu, por que me deram este nome; qual foi a primeira palavra, a primeira travessura, a canção de ninar que cantavam para mim, a receita culinária preferida, meus amiguinhos, meu primeiro dia na escola, o que eu gostava, o que não gostava, meu brinquedo favorito etc.
6. Produção de texto coletivo
Produção de um texto coletivo no gênero Memórias, com narração em 1ª pessoa, no quadro, a partir de uma entrevista de um aluno.
7. Produção de texto individual
Cada aluno produzirá seu texto com base na entrevista.
8. Leitura oral de alguns textos e correção dos textos.
9. Confecção do livro Minha Infância
a) Mostrar aos alunos um livro como exemplo e destacar as partes que compõem um livro. Explicar cada parte e comentar que o prefácio pode ser escrito por alguém que o aluno/autor escolher (a mãe, o pai, um irmão, um colega ou outra pessoa que conviveu com ele na infância). Explicar que o posfácio poderá conter uma mensagem final, um comentário final sobre o livro ou sobre a infância.
b) Enumerar no quadro, para que todos os alunos copiem no caderno, as partes que compõe um livro. Um aluno da turma 703 sugeriu que no final do livro poderíamos colocar uma foto atual e escrever sobre o aluno/autor nos dias de hoje - sugestão aceita por vários colegas e repassada para as demais turmas;
c) Pedir aos alunos que tragam fotos da infância, folhas de ofício, lápis de cor, canetinhas, papel grosso para a capa, fita colorida, adesivos, gravuras que lembrem Infância, papel de presente com temas infantis, se o aluno morava em outra cidade na infância trazer um cartão-postal etc.
d) Trabalhar em grupos de 2 a 4 alunos. Orientá-los e ajudá-los na confecção do livrinho, corrigindo se necessário.
10. Exposição dos livros
Encerrar a atividade com a exposição dos livrinhos. No dia da exposição, incluir mostra de fotos e objetos da infância de todos os funcionários da escola: professores, especialistas, direção, ajudantes de serviços gerais, secretárias.
11. Avaliação
Os alunos foram avaliados no decorrer das atividades.
OBS: Este trabalho foi uma adaptação das atividades desenvolvidas na Olimpíada de Português, no ano passado. Aprendi muito com as oficinas realizadas em sala, com o manual do professor, que consultei para a elaboração das atividades neste ano. Espero que possa contribuir um pouco com essa adaptação.
Fonte: Comunidade Escrevendo o Futuro
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Elogios e críticas: é importante que os educadores saibam dosar
Tanto elogios quanto críticas chegam de outras pessoas, reforçando ou contrariando o que uma pessoa avalia de si mesma. Não costuma ser bem visto um autoelogio, mas uma autocrítica é estimulada em uma sociedade onde se pretende que as pessoas procurem melhorar sempre. Mas não há como impedir que uma pessoa sinta um bem estar quando faz algo que ela mesma aprove e aprecie. Raramente uma pessoa deixa de fazer uma autocrítica, principalmente quando ela tem o hábito de reavaliar a sua participação seja em onde e como for.
Esta autoavaliação pode ser entendida como se a pessoa tivesse dentro de si um juiz que lhe avaliasse em cada pensamento, sentimento ou ação. Este juiz que habita o interior de todas as pessoas um dia já esteve fora. São os pontos de vista dos seus pais (professores, parentes ou quaisquer outras pessoas) que lhes sejam importantes e significativas. Se estas pessoas foram saudáveis educadores, isto é, souberam dosar bem os elogios e críticas, o juiz é bastante justo. Desenvolve-se o juiz interno como se desenvolve a língua que os circundantes usam.
Em geral, pais muito severos que só criticam desenvolvem um juiz autocrítico severo, mas um fraco autoelogiador e pais que só elogiam desenvolvem um juiz permissivo que avalia como positiva qualquer ação que venha a praticar. Nem tanto à terra, nem tanto ao mar, mas neste caso, o equilíbrio não está no meio, mas o juiz ser mais crítico ou elogiador conforme a necessidade da própria criança a ser educada.
Nem todas as crianças nascem iguais. Umas já nascem mais sossegadas e outras mais agitadas. Em geral as mais sossegadas aprontam menos, pois pensam antes de fazer e levam menos broncas que as agitadas que acabam fazendo sem pensar. Broncas e críticas a crianças mais tranqüilas tornam o seu juiz interno muito autocrítico. Elogios e afagos a crianças impulsivas constroem um juiz interno muito permissivo e quase delinqüente.
Imaginemos o que acontece com uma criança que já tenha seu juiz interno mais crítico que elogiador receba do professor uma crítica, um apelido, uma gozação, uma ironia, ou uma desqualificação do professor durante a aula, ou dos colegas formadores de opinião fora da sala de aula...
Há críticas que ajudam e outras que atrapalham. As que ajudam são as verdadeiras, mas critica-se a ação e não a pessoa. Chamar um aluno de "vagabundo" por não ter feito uma lição é julgar o aluno e não a sua falha.
É preciso ter elevadíssima auto-estima para não se abalar com apelidos pejorativos colocados por colegas conhecidos e/ou conviventes.
Existe em família um costume horrível: criticar a pessoa querida por desejar que ela melhore. Tão horrível quanto elogiá-la em tudo, mesmo que não mereça o elogio, pois, assim, pensam os elogiadores, "quem sabe ela melhore..." Isso pode acontecer com pais que por algum motivo acabam sendo professores dos seus próprios filhos. O que acontece com estes pais tem um nome: envolvimento emocional.
Tanto o elogio quanto a crítica não devem ser sobrecarregados com outros significados além dos seus próprios. Assim, principalmente os educadores não devem misturar suas emoções, afetos, preferências e rejeições sobre seus elogios e críticas aos seus alunos, sob o risco de descaracterizar suas funções educativas.
Içami Tiba
Psiquiatra, educador e conferencista. Escreveu “Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos" e mais 22 livros.
Fonte: http://educacao.uol.com.br
As carteiras apareceram
Escola Maria Gorete tem défcit de salas e carteiras
Depois de muita luta, alguns alunos conseguiram umas cadeiras de plástico (sem braço, claro), mas outros saíram das salas e foram para a rua, porque não tiveram como sentar e assistir às aulas. Isso já vem desde o dia em que as séries finais voltaram para o prédio sede da escola. Não se sabe exatamente o que está ocorrendo: se é falta de carteiras ou se outro problema decorrente da mudança ocorrida recentemente. O certo é que o problema já dura duas semanas.
Outro problema da escola é a falta de salas. Não tem sala de professores. Os professores estão se arranchando provisoriamente em uma sala que vai funcionar o laboratório de informática.
Não tem sala de Diereção. O diretor e vice devem se acomodar virtualmente, pois não existe espaço físico para eles.
Esses são os problemas mais grosseiros, sem falar nos demais que existem em todas as escolas públicas. sobre os outros não precisamos falar. Todo mundo já sabe e quase todo mundo os adora!
Estados e municípios receberão 10 mil salas de recursos multifuncionais
As secretarias estaduais e municipais de educação têm até dia 20 de junho para indicar as escolas que receberão salas de recursos multifuncionais este ano. O Ministério da Educação oferecerá, até dezembro, dez mil salas às redes públicas de ensino.
A medida é uma forma de apoiar estados e municípios no atendimento a alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação matriculados nas classes comuns das escolas públicas.
De 2005 a 2008, foram distribuídas 5.551 salas com recursos multifuncionais. Este ano, dez mil municípios – será uma sala para cada – receberão equipamentos, mobiliário e materiais pedagógicos para equipar a sala. “Os materiais pedagógicos apoiam o aluno com deficiência para que tenha acesso ao conteúdo curricular”, explica a coordenadora-geral de articulação da política de inclusão nos sistemas de ensino do Ministério da Educação, Sinara Zardo.
As salas de recursos multifuncionais permitem que o aluno, além de freqüentar as aulas nas turmas regulares, seja atendido no contraturno, a fim de reforçar o aprendizado de acordo com as especificidades de cada estudante.
Assim, entre várias opções, o aluno com problemas de visão pode usar uma lupa eletrônica para ampliar o tamanho da letra no computador ou jogar uma partida de dominó com textura, que permite identificar as peças pelo tato, além de aprender a escrever em braille com materiais específicos para isso. Já o aluno surdo pode assistir a historinhas na língua de sinais e os com problemas motores têm acesso a um teclado de computador especial.
De acordo com a coordenadora, as salas multifuncionais são importantes para eliminar barreiras que dificultam o aprendizado dos alunos com deficiência, ao complementar o processo de ensino da sala de aula regular. Sinara informa que há dois tipos de salas multifuncionais: “O tipo 1 tem uma estrutura básica capaz de atender a qualquer deficiência e a sala do tipo 2 é mais voltada para os alunos cegos”, diz. A sala do tipo 2 traz recursos como impressora braille, globo terrestre com continentes e países em braille e calculadora sonora.
Para preparar os professores a identificar os alunos com deficiência e atendê-los nas salas regulares e naquelas com recursos multifuncionais, a Secretaria de Educação Especial oferece cursos de formação presencial e a distância a estados e municípios que solicitam a formação em seus planos de ações articuladas (PAR) ou àqueles que já têm ou que receberão salas de recursos. “Em 2008, 8,5 mil professores iniciaram formação a distância. Este ano, há 13 mil vagas a distância”, ressaltou Sinara.
Para fazer a indicação da escola que receberá a sala, o gestor estadual ou municipal deve se cadastrar no Sistema de Gestão de Tecnologia e prestar as informações solicitadas. A entrega dos equipamentos, mobiliários e materiais pedagógicos, que compõem as salas de recursos multifuncionais, deve ser iniciada no segundo semestre deste ano.
Deficiências – Segundo a coordenadora-geral, os alunos podem apresentar deficiência mental, física ou sensorial (caso dos cegos ou surdos). Os estudantes também podem apresentar transtorno global do desenvolvimento, que, de acordo com Sinana Zardo, indica “necessidade específica de socialização, como os autistas”. Já os alunos com altas habilidades ou superdotação “têm um talento acima da média”. Os dois tipos de salas de recursos multifuncionais estão equipados para atender todos.
Confira a lista de materiais pedagógicos das salas de recursos multifuncionais.
COMENTÁRIO DO BLOG
Pelo visto, já deve ter prefeitos e governadores muito chateados com esse negócio do MEC querer fazer dos alunos pobres gente. Digo isso, principalmente, pelo fato de que os municípios e os estados precisam investir alguma coisa para que esses recursos federais cheguem aqui na ponta.
17 de junho: Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca
A Desertificação é definida como processo de destruição do potencial produtivo da terra nas regiões de clima árido, semi-árido e sub-úmido seco. O problema vem sendo detectado desde os anos 30, nos Estados Unidos, quando intensos processos de destruição da vegetação e solos ocorreu no Meio Oeste americano.
Muitas outras situações consideradas como graves problemas de desertificação foram sendo detectadas ao longo do tempo em vários países do mundo. América Latina, Ásia, Europa, África e Austrália oferecem exemplos de áreas onde o homem, através do uso inadequado e/ou intensivo da terra, destruiu os recursos e transformou terras férteis em desertos ecológicos e econômicos.
A medida que o estudo sobre a origem dos desertos evoluiu, surgiram conceitos a respeito do assunto:
Deserto: região de clima árido; a evaporação potencial é maior que a precipitação média anual. Caracteriza-se por apresentar solos ressequidos; cobertura vegetal esparsa, presença de xerófilas e plantas temporárias.
Desertificação: origina-se pela intensa pressão exercida por atividades humanas sobre ecossistemas frágeis, cuja capacidade de regeneração é baixa.
Processo de desertificação: diz respeito a atividade predatória que irá conduzir a formação de desertos.
Área de desertificação: é a área onde o fenômeno já se manifesta.
Área propensa à desertificação: área onde a fragilidade do ecossistema favorece o processo de instalação da desertificação.
Deserto específico: a desertificação já se manifesta em grau máximo.
As causas mais freqüentes da desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água no desenvolvimento de atividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planejada e no desmatamento indiscriminado.
Principais problemas:
* vulnerabilidade às secas, que impactam diretamente a agricultura de sequeiro e pecuária
* fraca capacidade de reorganizar a estrutura produtiva do sertão
* desmatamento resultante da pecuária extensiva e do uso de madeira para fins energéticos
* problemas graves de desertificação já identificados
* sinalização dos solos decorrente do manejo inadequado na agricultura e no pastoreio
* perda de dinamismo de atividades industriais e comerciais
* precária conservação da infra-estrutura rodoviária
* precário atendimento dos serviços de comunicação
* precário sistema de difusão tecnológica
* baixa produção científica e tecnológica para as necessidades do semi-árido
* deficiência nos níveis de capacitação da mão-de-obra rural, industrial e do comércio
* fragilidade institucional
* gestão municipal sem planejamento e comprometimento com objetivos a longo prazo.
A desertificação ocorre em mais de 100 países do mundo. Por isso é considerada um problema global. No Brasil existem quatro áreas, que são chamadas núcleos de desertificação, onde é intensa a degradação. Elas somam 18,7 mil km² e se localizam nos municípios de Gilbués, no Piauí; Seridó, no Rio Grande do Norte; Irauçuba, no Ceará e Cabrobó, em Pernambuco. As regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, também chamadas de terras secas, ocupam mais de 37% de toda a superfície do planeta, abrigando mais de 1 bilhão de pessoas, ou seja, 1/6 da população mundial, cujos indicadores são de baixo nível de renda, baixo padrão tecnológico, baixo nível de escolaridade e ingestão de proteínas abaixo dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde - OMS. Mas a sua evolução ocorre em cada lugar de modo específico e apresenta dinâmicas influenciadas por esses lugares.
As regiões sul-americana e caribenha têm inúmeros países com expressivas áreas de seus territórios com problemas de desertificação. Os mais significativos são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Peru e México.
Possíveis causas da desertificação podem ser apuradas.
O desmatamento, que além de comprometer a biodiversidade, deixa os solos descobertos e expostos à erosão, ocorre como resultado das atividades econômicas, seja para fins de agricultura de sequeiro ou irrigada, seja para a pecuária, quando a vegetação nativa é substituída por pasto, seja diretamente para o uso da madeira como fonte de energia (lenha e carvão).
O uso intensivo do solo, sem descanso e sem técnicas de conservação, provoca erosão e compromete a produtividade, repercutindo diretamente na situação econômica do agricultor. A cada ano, a colheita diminui, e também a possibilidade de ter reservas de alimento para o período de estiagem. É comum verificar-se, no semi-árido, a atividade da pecuária ser desenvolvida sem considerar a capacidade de suporte da região, o que pressiona tanto pasto nativo como plantado, além de tornar o solo endurecido, compacto.
A irrigação mal conduzida provoca a salinização dos solos, inviabilizando algumas áreas e perímetros irrigados do semi-árido, o problema tem sido provocado tanto pelo tipo de sistema de irrigação, muitas vezes inadequado às características do solo, quanto, principalmente, pela maneira como a atividade é executada, fazendo mais uma molhação do que irrigando.
Além de serem correlacionados, esses problemas desencadeiam outros, de extrema gravidade para a região. É o caso do assoreamento de cursos d água e reservatórios, provocado pela erosão, que, por sua vez, é desencadeada pelo desmatamento e por atividades econômicas desenvolvidas sem cuidados com o meio ambiente.
Conseqüências da desertificação:
Natureza ambiental e climática
Como perda de biodiversidade (flora e fauna), a perda de solos por erosão, a diminuição da disponibilidade de recursos hídricos, resultado tanto dos fatores climáticos adversos quando do mau e a perda da capacidade produtiva dos solos em razão da baixa umidade provocada, também, pelo manejo inadequado da cobertura vegetal.
Natureza social
Abandono das terras por partes das populações mais pobres, a diminuição da qualidade de vida e aumento da mortalidade infantil, a diminuição da expectativa de vida da população e a desestruturação das famílias como unidades produtivas. Acrescente-se, também, o crescimento da pobreza urbana devido às migrações, a desorganização das cidades, o aumento da poluição e problemas ambientais urbanos.
Natureza econômica
Destacam-se a queda na produtividade e produção agrícolas, a diminuição da renda do consumo das populações, dificuldade de manter uma oferta de produtos agrícolas de maneira constante, de modo a atender os mercados regional e nacional, sobretudo a agricultura de sequeiro que é mais dependente dos fatores climáticos.
Natureza político institucional
Há uma perda da capacidade produtiva do Estado, sobretudo no meio rural, que repercute diretamente na arrecadação de impostos e na circulação da renda e, por outro lado, criam-se novas demandas sociais que extrapolam a capacidade do Estado de atendê-las.
As áreas desertificadas brasileiras apresentam características geoclimáticas e ecológicas, as quais contribuíram para que o processo fosse acelerado. Diversas regiões brasileiras padecem deste problema, como por exemplo:
- Semi-árido
Sua área total é de aproximadamente 1.150.662 Km² o que corresponde a 74,30% da superfície nordestina e 13,52% do Brasil.
- Bahia
Corresponde a 9,3% da superfície estadual (52,5 mil Km²) em processo de desertificação. Localiza-se na margem direita do rio São Francisco abrangendo o sertão de Paulo Afonso.
- Pernambuco
Dados (Sema 1986) mostram que cerca de 25 Km² (25%) do estado estão tomados pela desertificação atingindo os municípios de Itacombira, Cabrobó, Salgueiro e Parnamirim.
- Piauí
1.241 Km² da área piauiense encontram-se em acelerado processo de desertificação, exemplo deste fenômeno pode ser visto na região de Chapadas do Vale do Gurgéia, município de Gilbués.
- Sergipe
Estão em processo de desertificação no Sergipe cerca de 223Km².
- Rio Grande do Norte
Representa 40% do estado tomado pela desertificação; a intensiva extração de argila e a retirada da cobertura vegetal para a obtenção de lenha para as olarias acelera ainda mais o processo.
- Ceará
A área desertificada corresponde a 1.451 Km² no município de Irauçuba.
- Paraíba
A região do semi-árido é a mais propensa ao processo de desertificação, principalmente onde os solos são utilizados de maneira irracional. A desertificação atinge cerca de 27.750 Km² (49,2%), abrangendo 68 municípios.
- Amazônia
Também apresenta áreas em processo de savanização decorrentes de desmatamentos indiscriminados.
- Rondônia
Corre grande risco de início do processo de desertificação; várias áreas são desmatadas para fins agrícolas e ocupação indiscriminada do solo.
- Paraná
Apresenta problemas de degradação nas áreas de ocorrência do arenito Caiuá; a agricultura é praticada sem haver uma preocupação com o manejo e a conservação do solo, problema acentuado pela devastação de florestas nativas.
- Mato Grosso do Sul
O processo ocorre principalmente na região sudoeste do estado, área de ocorrência do Arenito Caiuá, apresentando aspectos avançados de degradação (50 mil hectares).
- São Paulo
Dados da SEMA de 1986 já identificavam que, aproximadamente 70% das áreas agriculturáveis do estado estavam tomadas por intenso processo erosivo.
- Rio Grande do Sul
Área do sudoeste do estado como os municípios de Alegrete, São Francisco de Assis, Santana do Livramento, Rosário do Sul, Uruguaiana, Quaraí, Santiago e Cacequí são atingidos pela desertificação. Outras áreas passíveis de degradação estão presentes no sul-riograndense, em especial onde predominam os solos originários do Arenito Botucatu; faz-se necessário um estudo de capacidade de uso, conservação e manejo para que tais áreas não iniciem rapidamente o processo de degradador.
- Minas Gerais
De acordo com estudos realizados, 12.862 Km² estão propensos à desertificação, sendo divididos em 3 áreas:
I - engloba as bacias dos rios Abaeté, Borrachudo e Indaiá na região centro-oeste do estado (11.446 Km²).
II - ocorre na bacia do rio Gorotuba, região centro-norte ocupando 42 Km² de área.
III - localizada nas bacias dos Médios e Baixos São Pedro e São Domingos compreendendo 1.375 Km² de área.
Diante de tudo o que foi abordado, conclui-se que o processo de recuperação de uma área desertificada é complexo, pois necessita de ações capazes de controlar, prevenir e recuperar as áreas degradadas. Paralelamente a estas ações, cabe uma maior conscientização política, econômica e social no sentido de minimizar e/ou combater a erosão, a salinização, o assoreamento entre outros.
Está previsto no Capítulo 12 da Agenda 21, a criação de seis áreas-programas para combate a desertificação com ações regionais.
Fonte: Blog do Dep. Mineiro, citando Portal Ambiente Brasil
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Sancionada lei que garante alimentação escolar para a educação básica
O presidente da República em exercício, José de Alencar, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, assinaram na tarde desta terça-feira, 16, Projeto de Lei de Conversão nº 8/2009, em que a Medida Provisória nº 455, de 28 de janeiro de 2009, passa a ser lei.
A MP dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica e disciplina outros assuntos. “Alimentação na escola não é luxo. É essencial para aprender”, disse o ministro.
Desde janeiro, a partir da Medida Provisória nº 455, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (FNDE) ampliou o orçamento da merenda em R$ 400 milhões para estender o atendimento a nove milhões de alunos matriculados no ensino médio e a outros três milhões de estudantes da educação de jovens e adultos.
Os recursos saltaram de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,1 bilhões ao ano apenas para assegurar merenda escolar a todos os alunos da educação básica. Os estudantes atendidos passaram de 35 milhões a 47 milhões, de acordo com o presidente do FNDE, Daniel Balaban.
Segundo a lei, estados e municípios devem usar 30% dos recursos repassados à alimentação escolar para a compra de produtos da agricultura familiar. “Isso significa que R$ 600 milhões, que são 30% do orçamento da merenda, têm obrigatoriamente que ser destinados à compra da agricultura familiar. Isso dinamiza a economia local e permite que o recurso fique na localidade”, avalia Balaban.
A lei também permite ampliar o apoio do governo federal a estados e municípios para que ofereçam transporte escolar aos alunos matriculados no ensino médio das escolas do campo. “O orçamento do setor passou de R$ 300 milhões para cerca de R$ 400 milhões”, informou Balaban.
O programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) também ganhou reforço. “Com a ampliação dos recursos, 30 mil escolas a mais receberão dinheiro direto na sua conta.” No total, 180 mil escolas passaram a ser atendidas. O PDDE repassa recursos diretamente às escolas para sua manutenção, com obras e pequenos reparos, por exemplo.
Para o presidente em exercício, a sanção da lei representa a garantia de direitos fundamentais do cidadão. “Esse é um ato que ameniza um pouco a desigualdade social”, frisou Alencar. A lei será publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 17.
Fonte: Site do MEC
NOTA DO BLOG
A merenda escolar do Calazans está uma delícia. Mas grande parte dos alunos do turno matutino não está indo recebê-la na hora do intervalo, preferem ir às lanchonetes merendar.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Relatório do Unicef mostra que Brasil tem 680 mil crianças fora da escola
O estudo "Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 - O Direito de Aprender" aponta que os "grandes investimentos" feitos na área desde a década de 90 permitiram ampliar o número de matrículas.
Segundo o documento, "as desigualdades presentes na sociedade ainda têm um importante reflexo no ensino brasileiro". O relatório alerta que são os grupos mais vulneráveis da população que enfrentam dificuldades para ter acesso à educação e concluir os estudos.
"As mais atingidas são as [crianças] oriundas de populações vulneráveis como as negras, indígenas, quilombolas, pobres, sob risco de violência e exploração, e com deficiência", cita o estudo. Segundo dados divulgados pelo Unicef, do total de crianças que não frequentam a escola, 450 mil são negras e pardas e a maioria vive nas regiões Norte e Nordeste.
Com o acesso à escola quase universalizado, o desafio para o país, de acordo com o fundo, é garantir educação de qualidade e, principalmente, reduzir as desigualdades.
Entre os avanços alcançados pelo Brasil nas últimas décadas, o estudo destaca a redução do analfabetismo em consequência do aumento da taxa de escolarização. O Unicef ressalta que a queda tem sido maior entre os grupos mais jovens. "A menor taxa de analfabetismo [segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2007] ficou com o grupo de 15 a 17 anos, 1,7%", diz o texto.
Os altos índices de repetência e abandono escolar são aspectos importantes que precisam ser enfrentados, segundo a organização. A reprovação tem forte impacto na adequação idade-série, ou seja, o aluno cursar a série indicada para a sua idade.
Fonte: Site da CNTE
Lugar de criança é na sala de aula
Alunos, educadores e toda a sociedade devem estar conscientes sobre a necessidade de garantir uma educação de qualidade a todas as crianças e evitar que elas sejam usadas sob qualquer forma de exploração. Para reforçar este coro no Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, comemorado em 12 de junho, a CNTE participa das campanhas mundial e nacional organizadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Internacional da Educação (IE) e diversas organizações brasileiras.
Com o tema "Dêem oportunidade às meninas: erradicando o trabalho infantil", a IE dá atenção especial às questões de gênero. Ela convoca os membros a realizarem atividades em seus países para chamar a atenção sobre a "situação intolerável de vulnerabilidade em que vivem meninas trabalhadoras".
Estima-se que 100 milhões de meninas são vítimas do trabalho infantil no mundo. Conforme a OIT, muitas delas realizam trabalhos similares aos desempenhados por meninos, se expondo a graves riscos.
No Brasil, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) e Frentes Parlamentares da Câmara dos Deputados se uniram à OIT e ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para denunciar esse tipo de exploração. No dia 3 de junho, foi lançada na Câmara dos Deputados a campanha "Com Educação Nossas Crianças Aprendem a Escrever um Novo Presente Sem Trabalho Infantil".
Fonte: Site da CNTE
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Dinheiro das Verticais será depositado no Banco nesta sexta
As informações foram repassadas, hoje, pela Secretaria de Educação à coordenadora geral do Sinte-RN, Fátima Cardoso e à diretora de defesa do trabalhador em educação Vera Messias.
Fonte: Blog do Sinte-RN
Folha suplementar poderá vir com pagamento de atrasados
Segundo ela, a maioria dos beneficiados serão os aposentados e professores em fim de carreira. Além disso, estaria incluído também o pagamento de 90% dos professores convocados e nomeados em 2009.
A mesma fonte informou ainda que a nova lista das Promoções Verticais poderá ser divulgada ainda esta semana e constará de mais 500 beneficiados.
Fonte: Blog do Sinte
Programa Caminho da Escola
O FNDE realizou no final de 2007 o pregão eletrônico nº 53, na modalidade de registro de preços, para conseguir valores mais baratos dos veículos, em função do ganho de escala. Os Estados, Distrito Federal e prefeituras puderam aderir ao pregão e se beneficiar com os preços mais baixos conseguidos pelo FNDE e com a maior facilidade no processo de compra.
Desde o lançamento, 1.300 municípios aderiram ao programa e efetuaram a compra de 2.487 ônibus escolares – 1.150 veículos por meio de financiamento do BNDES; 740 por meio de convênios com o FNDE; e 597 com recursos próprios dos municípios. A estimativa é que 200 mil alunos sejam beneficiados diretamente quando todos os veículos forem entregues pelas montadoras.
Em janeiro de 2009, um novo pregão foi realizado para determinar o preço dos veículos que serão adquiridos este ano. Os ônibus escolares modelo 2009 virão com inovações: bloqueio de diferencial, chassi mais alto e rodas mais próximas da frente e da traseira do veículo, para melhorar a trafegabilidade e facilitar a saída de atoleiros. Também terão equipamentos de acessibilidade, com uma cadeira de rodas especial que poderá ser descida até o nível do solo para embarcar alunos com dificuldade de locomoção. Em função disso, a porta dos veículos será mais larga: o vão livre vai passar dos atuais 80 cm para 95 cm, a fim de facilitar o manuseio da cadeira.
Os ônibus possuirão tacógrafo eletrônico e GPS, o que irá garantir maior segurança para os estudantes e permitir o controle do trajeto, dos tempos de percurso e de paradas, e de consumo de combustível. A largura do corredor central vai diminuir para aumentar a quantidade e o conforto dos assentos, além de evitar que os estudantes fiquem em pé nos veículos. Os veículos passarão a ter vidros temperados verdes, para garantir conforto térmico; parabarro na frente e atrás; e dispositivo passabalsa, que garante maior trafegabilidade em estradas sinuosas.
Virão com duas lixeiras, de nove litros de capacidade, na entrada e nos fundos. A prateleira embaixo dos bancos para transporte das mochilas dos estudantes será substituída por uma rede acima e outra nas costas dos assentos, para acomodação do material escolar.
Para 2009, o FNDE prevê que R$ 1,15 bilhão será investido no Caminho da Escola para a compra de mais de 6.600 ônibus escolares: a linha de financiamento do BNDES é de R$ 750 milhões; R$ 200 milhões de emendas parlamentares; R$ 100 milhões do orçamento do MEC e outros R$ 100 milhões de recursos próprios de municípios e estados.
Além dos ônibus escolares, o governo está elaborando as especificações para a construção de embarcações exclusivas ao transporte de estudantes.
As normas para adesão ao programa em 2009 estão sendo reformuladas e serão disponibilizadas no primeiro semestre.
Fonte: Site do MEC
Ministro aponta redução na diferença salarial com outras carreiras
São Paulo — O ministro da Educação, Fernando Haddad, revelou que a diferença salarial entre professores com curso superior, completo ou incompleto, em relação à média salarial das demais profissões com igual formação caiu de 86% para 61% entre 2003 e 2007. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foram citados por Haddad na segunda-feira, dia 8, na capital paulista, em debate promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo. O secretário estadual de educação, Paulo Renato Souza, participou das discussões, que tiveram a formação do professor como tema central.
Segundo Haddad, o salário do magistério sofre alterações positivas desde 2007, consideradas duas políticas — a de aumento das transferências de recursos da União a estados e municípios, com a criação do Fundo da Educação Básica (Fundeb), e a do piso nacional de salários, vigente desde janeiro deste ano. Para o ministro, o impacto do piso, que será integralizado em 2010, e a parcela maior de participação da União no Fundeb vão acelerar o ritmo de redução da diferença salarial de professores com as demais carreiras. Ele estima que em 2014 ou 2015 a diferença seja zerada. O Plano Nacional de Formação do Professor, lançado em 28 de maio, é outro instrumento de valorização do magistério.
Além da formação, que é importante, disse Haddad, a remuneração é um incentivo à carreira do professor. Esse conjunto de políticas — formação, piso nacional e Fundeb — constitui, de acordo com o ministro, a base que vai atrair talentos para o magistério.
Fonte: Site do MEC
COMENTÁRIO DO BLOG
Enquanto a média dos salários do professor brasileiro está subindo, no Rio grande do Norte, continuamos em queda livre. Já são 3 anos de desajuste; Só conversa mole.
Até em Upanema que vinha mantendo uma tradição de repasse do reajuste do salário mínimo, este ano ficamos na marca velha.
Moral: o piso não nos serviu para nada!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Volta das aulas
Mas, pelo menos no primeiro dia, o problema de falta de alunos continuou. Boa parte das turmas do Calazans estava com menos de 30% dos alunos, ainda pelo problema das estradas.
Nas turmas da noite, a maioria dos professores ainda não tiveram condições de fechar o primeiro bimestre, uma vez que é preciso esperar o retorno da maioria dos alunos, para se fazer as atividades avaliativas.
Esperamos que o problema seja minimizado durante os próximos dias.
Parceria com a Petrobras muda a vida de jovens potiguares
Formado em eletromecânica pelo antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio Grande do Norte, Eliézio Vidal, 26 anos, trabalha como fiscal de uma multinacional norte-americana da área do petróleo. Tem um bom salário, casa própria e carro. Um grande salto na vida de um filho de agricultores, que tinha de percorrer a pé ou em lombo de burro o trajeto de mais de oito quilômetros até a escola.
Histórias como a de Eliézio são cada vez mais comuns entre os jovens de Mossoró, município com aproximadamente 250 mil habitantes, segundo maior produtor de petróleo do Brasil — o primeiro em terra. Em julho do ano passado, convênio firmado entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte e a Petrobras mudou radicalmente as perspectivas de trabalho para os jovens à procura de capacitação profissional.
Com o convênio, foram ampliadas as atividades práticas oferecidas pelos cursos do instituto. O marco foi a instalação de uma minissonda de petróleo no campus de Mossoró, a primeira em uma escola, no Brasil. Graças a essa iniciativa, o treinamento, que ocorreria apenas nas empresas, quando da contratação do trabalhador, já faz parte do curso. Ou seja, o estudante termina a formação pronto para trabalhar.
Em outubro de 2008, o instituto aderiu ao Programa de Mobilização das Indústrias de Petróleo (Prominp), que transformou o campus em um centro de excelência na formação de trabalhadores especializados. O curso de operador de sonda de perfuração é, hoje, referência nacional e recebe estudantes de todas as regiões do país. A seleção é feita por concurso. Os aprovados recebem material didático e uniforme. Além da gratuidade, o convênio oferece bolsas de estudos (de R$ 300 a R$ 600) àqueles que comprovem carência financeira.
Turmas — Este mês, quatro novas turmas foram abertas. “São mais 60 jovens que passam a fazer parte das estatísticas oficiais como brasileiros que tiveram acesso à educação pública de qualidade”, diz o diretor-geral do campus, Clóvis Araújo.
Para o reitor do instituto, Belchior de Oliveira Costa, esse tipo de parceria evidencia de que a integração entre escola e empresa é uma das chaves para estimular o desenvolvimento. “Nossa instituição completa cem anos e está preparada para enfrentar os desafios da sociedade moderna, formando não apenas bons profissionais, mas cidadãos conscientes da importância de seu papel para o progresso do Brasil”, destaca.
Assessoria de Imprensa da Setec
Fonte: Site do MEC
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Em que países a internet não é livre?
Censura a sites é forte em 15 nações. Na Coreia do Norte, o governo restringe até o acesso à rede
Paula Sato (novaescola@atleitor.com.br)

de Havana custa 6 dólares a hora.
Foto: Lia Lubambo
Às vésperas do 20º aniversário do Massacre da Praça da Paz Celestial (tragédia ocorrida em 4 de junho de 1989), o governo chinês bloqueou o acesso dos seus 298 milhões de usuários a sites como Twitter, Flickr, Youtube, Wordpress, Blogger, Hotmail e Bing. Até a gigante Microsoft anunciou que entraria em contato com o governo do país para exigir explicações. O fato é que a censura à internet no país não é novidade. Para vigiar o grande número de usuários, o partido comunista gasta bilhões de dólares por ano no controle das informações que circulam pela rede. Manter blogs ou postar vídeos criticando o governo pode acabar em cadeia - tanto é que, segundo o site da ONG Repórteres sem Fronteiras, o país tem a maior prisão do mundo para os considerados criminosos eletrônicos. O governo controla os assuntos proibidos por meio de filtros, que encontram palavras-chave ligadas a movimentos democráticos, como "revolta", "massacre", "direitos humanos" ou "movimento estudantil".
Mais sobre censura
Infelizmente, não é só a China que censura o acesso da população à rede. Todos os anos, o Repórteres Sem Fronteiras divulga uma lista de países "inimigos da internet". A última delas, publicada no site da ONG em 2008, coloca nessa categoria mais 14 países: Arábia Saudita, Belarus, Burma, Cuba, Egito, Etiópia, Irã, Coreia do Norte, Síria, Tunísia, Turcomenistão, Uzbequistão, Vietnã e Zimbábue. Segundo a ONG, "esses países transformaram a internet em uma intranet, impedindo que os usuários obtenham informações consideradas indesejáveis". Além disso, todas essas nações têm em comum governos autoritários, que se mantêm no poder por meio do controle ideológico.
Um dos piores casos de censura é o da Coreia do Norte. O país tem apenas dois websites registrados, o do Centro Oficial de Computação (que na verdade é um órgão de controle do uso da rede) e o portal oficial do governo. Para a população, o uso de internet é completamente vetado: não há provedores no país. Mesmo assim, existem alguns poucos cybercafés autorizados pelo governo. O Repórteres Sem Fronteiras relata que, nesses lugares, a visita da polícia é constante e os computadores acessam apenas conteúdo controlado. Somente membros do alto escalão do governo e estrangeiros têm acesso a conexão via-satélite. Já nas Américas, o único país na lista é Cuba. Por lá, o governo comunista controla o acesso da população à informação por meio do monopólio dos provedores e censura de conteúdo considerado impróprio. Assim, só existe um cybercafé no país e o preço para acessar sites estrangeiros (e filtrados) é de cerca de 6 dólares por hora, completamente inacessível quando o salário médio da população é de 17 dólares por mês.
Leitura Bíblica
20 Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.
sábado, 6 de junho de 2009
Governo do Estado começa a atender as reinvidicações dos professores
Antes disso, o Governo já havia feito a promoção horizontal (as famosas letras) de mais de 3.000 professores, que haviam requerido o benefício antes de 2006. Os demais, terão uma letra publicada no próximo mês de agosto.
Mas ainda tem muito a se fazer. A coisa não é de brincadeira. Tem gente com direitos surripiados desde os anos 90, herança maldita do então Governador Garibaldi Filho. Dizem que existem demandas até do Governo de Zé Agripino. Pode? Tem ainda o caso dos professores de 2000, que foram contrados com nível superior e que ganharam como nível médio até 2007. Quantos a estes, a justiça começou a determinar o pagamento dessa diferença salarial.
E o reajuste sarial? Zero!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Numa situação de tantas demandas atrasadas, o Governo está conseguindo manipular a mente de todo mundo. Quase ninguém se lembra que não temos reajuste salarial desde 2006.
Há poucos dias, estive conversando com um funcionário da Justiça estadual. Ele me disse que de dois em dois anos, pontualmente, eles têm uma promoção. Segundo ele, quando chegam aos 20 anos de trabalho, já chegam ao final da carreira, ou seja, já estão com as todas as vantagens salariais da categoria. Assim vai!
Mas para professor só tem PL (pau no lombo) e ainda dizem que o professor deve trabalhar por amor e ter muito jogo de cintura. Eles esquecem que para o indivíduo poder movimentar a cintura, precisa estar bem alimentado, caso contrário, poderá ter tonturas. Com esse bendito salário de professor, só dá para comer pão com café, pela manhã e feijão com "bife do olhão", no almoço e sopa no jantar.
Capacitação em Espanhol II
Posso dizer com toda segurança que a capacitação foi de muito proveito para os professores da disciplina. A equipe de educadoras ministrantes composta de uma brasileira e duas espanholas trouxe uma boa fundamentação teórica e várias atividades práticas, como também foram apresentados sites contendo material para se utilizar com os alunos do Ensino Médio. Além desse aspecto, posso destacar a importância do contato com falantes nativas do Espanhol.
O que ficou a desejar foi a parte que compete à Secretaria de Educação. Desta vez não ofereceram a ajuda de custos. Os professores das cidades ao redor de Mossoró tiveram que custear as despesas de deslocamento e alimentação, uma quantia superior a R$ 100,00. Por esse motivo, muitos professores não tiveram condições de participar. É lamentável que os governos queiram que o professor pague para trabalhar. Mas eles ainda têm a coragem de atribuir o fracasso da educação aos professores!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
É possível calcular quantas palavras surgem por dia na língua portuguesa?
Todos os dias, palavras surgem e deixam de existir
portuguesa, o Houaiss, lista 400 mil
palavras. Foto: Pedro Rubens.
Segundo o Global Language Monitor, entidade americana que congrega estudiosos da língua, em 10 junho de 2009, a língua inglesa deveria atingir a marca de um milhão de palavras. Não é possível saber qual será a milionésima palavra ou se ela realmente vai surgir na data exata, mas, segundo o site da entidade, a conta é feita com base em um algoritmo, que calculou o ritmo de criação de novas palavras na língua inglesa em uma a cada 98 minutos. Mas será que essa conta é mesmo válida? Ieda Maria Alves, professora do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da USP, diz que acredita ser impossível precisar dessa forma quantas palavras são criadas por dia em uma certa língua. "É muito complicado fazer essa conta, pois novas palavras são criadas diariamente e em algumas áreas, com mais movimentação e criatividade de conceitos, há mais palavras novas do que em outras", afirma. Um exemplo que a linguista dá é a área de tecnologia. Como há o desenvolvimento constante de novidades, também há novas palavras para dar nome a essas tecnologias. Por exemplo, há 40 anos, não existiam vocábulos como computador, clonagem ou blog.
Mais sobre neologismo
Planos de aulaOutro problema para precisar a velocidade de criação de novas palavras é que, ao mesmo tempo em que várias surgem todos os dias, muitas delas também deixam de existir logo em seguida. Para que uma palavra sobreviva, é preciso que ela entre para o vocabulário de outras pessoas. "Uma palavra pode ser inventada por uma pessoa sem influência, que não tem repercussão na mídia, que não escreve e desaparecer. Se ela não for repetida, não permanece", argumenta Ieda Alves. A linguista ainda lembra que muitas palavras são inventadas em obras literárias, como nos livros de Guimarães Rosa. Nesses casos, as palavras não costumam ser repetidas por outras pessoas, mas se o livro tiver repercussão, as palavras continuam a existir porque estão registradas em livros e são lidas por muitas pessoas. Outro caso muito comum é de palavras que deixam de existir por falta de uso e até podem ser retiradas dos dicionários. Assim, para precisar quantas palavras existem em uma língua é preciso levar em conta que novas palavras surgem diariamente, mas que muitas outras também deixam de existir. Atualmente, o dicionário Houaiss, lançado em 2001, lista 400 mil palavras. Segundo Ieda Alves, o número de vocábulos que realmente existem é um pouco maior. "Se levarmos em consideração as palavras técnicas e científicas, devem existir cerca de 600 mil palavras na língua portuguesa", estima. A especialista ainda lembra que conjugações verbais e plurais não entram nessa conta, só é considerada a forma infinitiva.
Na dúvida
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Formação, carreira e salário: os caminhos para a valorização do professor
Por isso, consideramos o Plano Nacional de Formação um importante passo dentro da educação básica, pois criará 330 mil vagas em universidades públicas para professores que não têm curso superior, licenciatura, ou dão aulas em disciplinas de cursos diferentes de suas áreas.
Ao lançar o plano, o governo quer, sem dúvida, dar mais um passo para a melhoria da educação pública brasileira. Sabemos que a qualificação é importante, mas não é a única variável, uma vez que nem o piso salarial nacional muitos estados e municípios querem pagar. Sem um bom salário não haverá motivação e sem perspectivas será difícil atrair os melhores alunos do ensino médio para o magistério.
Defendemos também um plano de carreira que ofereça crescimento e oportunidades para que os profissionais possam estar sempre se atualizando. Não adianta investir em formação se não forem criadas condições para o professor desenvolver suas atividades.
Mas é necessário que se tomem providências no que diz respeito à formação atual dos profissionais de educação. Há necessidade de acompanhar os cursos de licenciatura que formam professores para atuar juntos às nossas crianças e adolescentes, uma vez que há falta de preparo das universidades para formar professores.
Na verdade, o novo plano representa um grande projeto nacional. Infelizmente, alguns estados não aderiram por considerar desnecessário. Só queremos que no futuro esses governos assumam a responsabilidade de não ter permitido a participação de seus profissionais de educação nesse processo de valorização.
Fonte: Site da CNTE
Leitura Bíblica
| 5 | Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. |
| 6 | E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. |
| 7 | Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. |
| 8 | Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. |
| 9 | Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). |
| 10 | Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. |
| 11 | Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? |
| 12 | És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? |
| 13 | Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; |
| 14 | Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. |
| 15 | Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la. |
| 16 | Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. |
| 17 | A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; |
| 18 | Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. |
| 19 | Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. |
| 20 | Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. |
| 21 | Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. |
| 22 | Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. |
| 23 | Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. |
| 24 | Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. |
| 25 | A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. |
| 26 | Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo. |
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Estados receberão verba extra para pagar piso do professor
Nove estados (Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí) já recebem complementação da União, pelo Fundeb, para investir na educação básica pública. Caso eles não tenham condições de pagar o piso, mesmo com a parcela extra, devem requerer a complementação específica ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ao comprovarem a necessidade dessa verba, receberão o valor em 2010, no prazo estipulado para a integralização do piso. Desde julho de 2008, prefeitos e governadores pagam valores proporcionais, com reajustes anuais.
O piso é destinado aos profissionais do magistério público da educação básica. Ou seja, àqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, como direção, administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação, desde que estejam em exercício. O valor de R$ 950 deve ser pago aos profissionais com nível médio para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Os trabalhadores da categoria com jornadas distintas devem receber remuneração proporcional. Aqueles com mais escolaridade podem receber mais — os próprios entes federativos estabelecem as distinções em seus planos de carreiras. O benefício também será destinado a aposentados e pensionistas. “A tendência é ter efeito favorável na carreira. Nossa expectativa é a de que haja, no tempo, um aumento de salário dos professores para além do piso nacional”, destacou o ministro.
A definição do piso nacional não impede estados e municípios de estabelecer valores superiores. Ao mesmo tempo, não pode servir de fundamentação para remuneração inferior à atual. A partir de 1º de janeiro de 2010, o valor de R$ 950 deve ser o salário-base sobre o qual serão acrescentados todos os adicionais e vantagens pecuniárias.
(Fonte: MEC)
Leitura Bíblica´
| 4 | Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. |
| 5 | Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. |
| 6 | E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. |
terça-feira, 2 de junho de 2009
Capacitação em Espanhol
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Leitura Bíblica
5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
