Estudo divulgado nesta terça-feira (4) pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) deixa o Brasil na pior colocação entre os países sul-americanos e numa das últimas posições do mundo em conhecimentos de matemática. O país ficou no 54º lugar da pesquisa, com 370 pontos, ao lado da Colômbia e da Argentina. O estudo avaliou 400 mil alunos de 57 países. Apesar da má colocação, o ensino de matemática no Brasil melhorou em relação a 2003, quando o país obteve 356 pontos na avaliação da disciplina. Em conhecimentos de matemática, o Brasil ocupa a pior colocação entre os países sul-americanos. Na avaliação de capacidade de leitura, o país ficou na 50ª posição, com 393 pontos, e aparece à frente de Colômbia (385) e Argentina (374). Entre os sul-americanos, o índice faz com que seja superado por Chile (442) e Uruguai (413). Na avaliação das capacidades científicas, o Brasil obteve 390 pontos, à frente apenas da Colômbia (388) entre os países da América do Sul. O melhor sul-americano é o Chile, com 438 pontos, seguido por Uruguai (428) e Argentina (391). Segundo a OCDE, apenas 9% dos estudantes de 15 anos de cada país avaliado têm um nível que os permite identificar, explicar e aplicar o conhecimento científico às situações do cotidiano, embora a percentagem varie muito de um país para outro.O teste de conhecimentos científicos abrangeu questões referentes a cultivos transgênicos, telas solares, geologia, história das vacinas, exercícios físicos, chuva ácida e efeito estufa. Dos 57 países avaliados, trinta fazem parte da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). No Brasil, o Inep (Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), através do MEC (Ministério da Educação), faz aplicação das provas e questionários em escolas das zonas urbana e rural.
A AVALIAÇÃO - O Pisa é um programa internacional de avaliação comparada. A finalidade do exame é produzir indicadores sobre a efetividade dos sistemas educacionais, avaliando o desempenho de alunos na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países. As avaliações incluem cadernos de prova e questionários e acontecem a cada três anos, com ênfases distintas em três áreas: leitura, matemática e ciências. Em cada edição, o foco recai principalmente sobre uma dessas áreas. Em 2000, o foco era na leitura; em 2003, a área principal foi a matemática; em 2006, a avaliação tem ênfase em ciências.
Fonte: Uol - Educação
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